Lendas de Flores
Todas as Flores contam uma história, acompanharam-nos ao longo dos tempos estando presentes nas alturas mais marcantes da História da Humanidade. Descubra as histórias e lendas por trás das suas flores favoritas.
Os três períodos da vida de uma menina chamada Ana, reflectem-se nas três pétalas coloridas do Amor-Perfeito.
Era uma vez uma menina gentil, bonita e também uma menina em quem se
podia confiar, que se chamava Ana e vivia numa aldeia. Ela acreditava
em tudo e encontrava sempre uma justificação para tudo o que as pessoas
faziam. Mas, infelizmente, conheceu um rapaz muito sedutor, que fez
com que Ana se apaixonasse por ele, através de palavras românticas e
promessas. Ana amava-o. Ela vivia única e exclusivamente para o seu
amor. Mas o jovem traiu-a e decidiu viajar, prometendo-lhe que iria
voltar para ela, o seu amor. Ana esperou por ele toda a sua vida e cada
dia que passava sofria de desgosto. Quando Ana morreu, as flores começaram
a nascer. Estas flores espelhavam a esperança, a maravilha e também
o desgosto de Ana. Esta é a versão russa da lenda desta flor.
Os Gregos relacionam o aparecimento desta flor com a filha do governante
Ino. A filha única de Ino amava Zeus, Deus soberano na mitologia Grega.
Mas a mulher ciumenta de Zeus, Hera, lançou um feitiço à rapariga transformando-a
numa vaca. Zeus cultivava amores-perfeitos para a sua amante se alimentar
deles. Nestas flores está implícito o triângulo amoroso. Por um lado,
o amor-perfeito é comparado a uma Deusa, por outro dava esperança à
rapariga que o feitiço de Hera não seria eterno.
Os Romanos pensavam que os amores-perfeitos eram pessoas que tinham
sido transformadas em flores pelos Deuses, por terem espiado Afrodite
enquanto ela tomava banho. Também há lendas que dizem que havia uma
menina muito curiosa, de nome Ana, que espiava a vida das pessoas e
depois contava ao resto da população a vida das pessoas que havia espiado
à maneira dela, fosse verdade ou não.
Pensa-se que são consideradas frívolas e então devem a sua vida a Adónis. Adónis era um jovem bonito e frívolo que estava enamorado por duas Deusas: uma delas era a Deusa do Submundo, Perséfona, a outra era a Deusa do amor e da beleza, Afrodite. Assim, ele passava metade do ano no Submundo com Perséfona e a outra metade do ano na Terra com Afrodite. Mas, Artemisa, a Deusa da Castidade, ficou a saber dos amores de Adónis e matou-o quando ele andava a caçar. Segundo a lenda, quando Afrodite chorava amargamente sob o seu amante morto, as flores começaram a crescer com as lágrimas de Afrodite.
Assim, a lenda dá-nos conta do aparecimento de duas flores diferentes da mesma família: Anémona e Adónis.
Está provado que o bouquet de Anémonas brancas é não só bom para a alma, como também muito eficaz para quem tem problemas de visão. O que precisa de fazer é apenas olhar para as anémonas brancas durante 10 minutos e voltará a ter uma boa visão.
Já olhou para uma estrela distante? Se já olhou então reparou que
a estrela não é apenas um ponto luminoso no céu. Mas a luz da estrela
não é sempre a mesma. Às vezes é azul, outras branca e por vezes até
cor-de-rosa. No meio é dourada e nas pontas é de uma cor escura. E
parece que através desta luz, a estrela nos dá sinais e até mensagens
que recolhe da Terra. Se calhar é por causa disso que as estrelas
caem.
Quando as pessoas antigas se aperceberam disso tentaram saber, através
das árvores e flores, qual era o possível interlocutor das estrelas.
Encontraram umas flores pequenas com um círculo amarelo no meio, que
eram parecidas com as estrelas.
" Áster!" exclamou um deles. A palavra Áster significa estrela e desde
então, esta flor tem este nome. Foi trazida para a Europa da China
em 1728 por Peter Inkerville. Ele importou as sementes da flor e apresentou-a
a um botânico francês. O botânico plantou algumas flores no jardim
Real Trianon e chamou-as "As Margaridas da Rainha".
A Áster é uma das plantas mais antigas. Quando os arqueólogos abriram
um túmulo real com 2000 anos, encontraram entre folhas de loureiro
e de pinheiro, uma marca da flor Áster.
Os Gregos consideravam a Áster como sendo um amuleto. Áster significa
Outono na língua húngara. "Ostirosa" que é a "Rosa do Outono". Existe
uma crença popular - se se colocar junto a uma Áster à noite e tentar
ouvir, consegue ouvir um sussurro. É a Áster a falar com as suas irmãs
estrelas. Algo que não é de todo surpreendente, porque segundo a lenda
a Áster cresceu a partir do pó que caiu das estrelas. A lenda surgiu
a partir de um astrónomo francês Cassini, que aprendeu a ciência acerca
dos corpos celestes enquanto jovem e o resto da vida devotou-se à
botânica.
Na Primavera de 401 a.c. o anfitrião grego foi pelo caminho da montanha
de Colchis para encontrar o Tosão de Oiro. Tribos marciais locais
atacaram os conquistadores, mas todas as tentativas falharam. Os gregos
ficaram contentes porque tudo lhes estava a correr de feição. Contudo,
algo trágico aconteceu ao anfitrião ateniense. Alguns soldados encontraram
um grande ninho de abelhas, provaram o mel e caíram inconscientes.
Xinofonte, o comandante do exército descreveu o acontecimento: " Não
havia nada de suspeito, mas havia muitas colmeias e todos os soldados
que provaram o mel caíram inconscientes. Havia muitos soldados doentes,
como se tivessem saído de uma batalha. Mas no dia seguinte ninguém
havia morrido. Eles começaram a recuperar a consciência e após o terceiro
e quarto dia todos eles já se sentiam melhor."
Mais tarde descobriram que os soldados comeram muito mel proveniente das flores silvestres rododendro, flor da família das azáleas. A mais famosa da família das azáleas é a azálea indiana. As suas flores estão cheias de néctar, mas o mel possui características específicas e tem alguns alcalóides perigosos.
A tradução literal do grego "azálea" significa "seco". Porque a azálea antes de florescer parece mais um arbusto com alguns ramos secos.
Durante muito tempo os botões da azálea permanecem semi-fechados,
como se estivessem a esconder a beleza dos olhares das pessoas. Mas
depois florescem em cores vivas. Cada pé de azálea pode conter cerca
de 500 flores, que duram 18 dias. Mas todas as plantas dão flor durante
dois meses, dois meses e meio.
Ninguém fica indiferente ao ver uma coroa de azáleas brancas, rosa,
douradas, vermelhas ou roxas. Às vezes florescem onduladas ou abertas
em forma de taça. As flores são agradáveis de olhar e alegram o coração.
Para além disso, algumas espécies de azáleas, como por exemplo uma
indiana, floresce apenas na "época da morte", por isso trazem muita
alegria para quem as vê. Se apanhar algumas azáleas e colocá-las num
vaso elas deslumbram durante 2 semanas. As azáleas pertencem à subfamília
do rododendro, à qual apenas pertencem árvores e arbustos. A forma
mais conhecida da sua utilização encontra-se nos jardins paisagísticos
do Japão e da China.
Outrora o céu repreendeu o campo de milho. Exclamou o céu :" Tudo
o que vive na Terra consagra-me louvores. Os pássaros com o seu chilrear,
as flores dão-me a sua fragrância e cor, as florestas sussurram-me
as suas histórias fantásticas e só tu não me demonstras qualquer tipo
de gratidão. E encho de água as tuas raízes para que possas amadurecer."
E o campo de milho respondeu:" Eu só consigo expressar a minha gratidão
desta forma. Diz-me como te poderei agradecer e cobrir-te-ei de carícias."
O Céu concordou e disse:" se não consegues chegar até mim, então eu
iluminar-te-ei." E o milagre aconteceu. Centenas de flores azuis magníficas,
semelhantes à cor do céu, começaram a crescer. Desde então, as plantas
de colheita curvam-se perante o céu e perante as centáureas azuis
com a sua gentil brisa.
O nome genérico desta flor é "centáurea".
O nome descende da criatura mítica Centauro, que curou as feridas feitas por Héracles, com a seiva da centáurea.
Na Roma antiga a centáurea era chamada de "Cyan" que significa azul. Estas flores têm este nome em honra do jovem de olhos azuis, que colheu as flores para fazer diademas e coroas de flores.
A centáurea azul chegou até nós através de dados de civilizações antigas.
Na época da escavação do túmulo de Tutankhamon foram encontrados muitos
tesouros. Mas a coroa de flores feita de centáureas azuis provocou
um choque cultural aos arqueólogos; as flores murcharam, mas a sua
forma manteve-se. Poderiam ser as flores favoritas do Faraó e a sua
mulher trouxe-lhe as flores como despedida.
Mas a centáurea azul tem os seus segredos; um deles é a propagação
das sementes, que conseguem mover-se. A semente é macia e luzia, semelhante
à forma da semente de centeio e no topo possui uma poupa com frisos
brancos.
Para quem não conhece a flor, pode parecer um pára-quedas para as
sementes, tal como o dente-de-leão. Mas não é bem assim. A poupa (crista)
da centáurea azul é um órgão importante para o movimento da semente,
com a sua ajuda a semente consegue rastejar.
Quando está molhada o seu tamanho é reduzido, quando está seca o seu
tamanho alonga-se. Desta forma conseguem dar um empurrão pequeno no
solo e ao mesmo tempo rastejam.
O nome científico é "Aquilegia". Mas as pessoas também chamam esta flor de pomba, devido à semelhança da forma auréola com a forma de uma pomba.
Era uma vez uma mulher má, de génio irascível, que vivia numa
pequena aldeia Francesa. Ela encontrava sempre defeitos no marido
e este já farto decidiu separar-se dela. A mulher aflita resolveu
fazer um pedido aos seus vizinhos e um deles decidiu ajudá-la.
Este disse-lhe para ferver a columbina e quando a mulher estivesse
novamente desejosa por encontrar defeitos no marido, devia colocar
nos lábios o resultado da fervura da columbina. E assim foi, a mulher
decidiu seguir o conselho. A paz e o sossego reinavam na casa da pobre
mulher. Desde então que os franceses tratam esta flor por "erva da
megera".
A urze é uma flor conhecida há muito tempo. Desde a Antiguidade que
as suas folhas eram usadas em vez do lúpulo e as suas flores serviam
para colorir a pele. A imagem da flor fazia parte de um dos clãs da
Escócia.
Há muito tempo, muitas bebidas eram feitas a partir da urze. Mas agora
só podemos ficar a conhecê-las a partir dos versos de um poeta escocês,
Robert Stevenson e através das lendas. Numa destas lendas é
contada a história de um rei escocês que queria descobrir o segredo
do "mel da urze", a bebida que era feita por uma das tribos do norte.
O rei enviou o seu exército para aquele canto do país e uma
vez lá, os seus homens tentavam parar as pessoas que por ali
passavam, através do uso da espada ou do fogo. Mas nenhuma delas sabia
nada acerca da bebida.
Os cravos foram trazidos da Tunísia para a Europa, mas a sua pátria
é as Maldivas. O nome russo para esta flor descende de uma palavra
polaca "gvizdic", palavra emprestada do dicionário alemão. Os alemães
deram este nome a estas flores devido à semelhança com uma especiaria
estrangeira; identificaram o cheiro da especiaria e chamaram cravo
às flores também. Há pessoas que lhes chamam "lágrimas do campo",
"estrelas" ou "erva de donzela".
Um antigo escritor, Plinij, afirmou que os romanos cultivavam estas
flores divinas; está escrito no seu livro "História da Natureza".
No livro de Dante, "Inferno", está escrito que os cravos foram trazidos
para Itália por Nicolo. Em França, estas flores, foram trazidas na
Última Cruzada. Quando os franceses estavam a cercar a Tunísia, a
Peste espalhou-se e o médico que sabia das propriedades medicinais
do cravo fez uma poção especial que curou muitos soldados. Rapidamente
a epidemia foi travada e então os soldados de Ludovico IX importaram
esta planta para França em 1270.
Os italianos também gostam de cravos, a sua imagem foi incluída no
Emblema do Estado. As raparigas acham que os cravos são os intermediários
do amor, por isso ofereciam estas flores aos jovens que partiam para
a guerra, pois pensavam que a flor os protegia. Em França as raparigas
também davam cravos aos seus namorados quando estes iam para a guerra,
expressando assim o desejo de eles voltarem sãos e salvos. Os soldados
acreditavam que o cravo tinha poderes mágicos e usavam-no como um
talismã.
Em Espanha o cravo é visto como o salvador do amor. Em Valência era
um grande elogio se um homem oferecesse esta flor ao seu amor no Inverno,
porque nesta estação as flores eram muito mais caras.
As damas espanholas arranjavam encontros secretos com os cavalheiros,
ao colocarem cravos de diferentes cores no seu vestido.
Na Bélgica os cravos são as flores dos pobres. Os mineiros cultivavam-nas porque, depois de tanto tempo passado na escuridão, ficavam alegres só de ver estas flores vermelhas.
Os pais dão uma coroa de cravos à filha quando ela se casa.
O cravo goza de popularidade entre as bordadeiras; na renda antiga
de Bruxelas podem-se ver muitos cravos nos rendilhados.
Em Inglaterra e também na Alemanha o cravo foi por muito tempo considerado
como a flor do Amor, Inocência e Pureza; podemos ver isso na poesia
de Shakespeare e de Julius Sacks. Goethe tratava a flor como sendo
a personificação da amizade e firmeza. O cravo também foi glorificado
nas obras de Leonardo Da Vinci , Rembrandt, Rubens e Goya.
De acordo com uma lenda romana as raízes do gladíolo possuem um poder
mágico. Se o pendurar ao pescoço como amuleto trará sorte, poderá
ajudá-lo a vencer um duelo e a salvá-lo da morte. A
tradução da palavra "galdiolus" do latim é "espada".
Segundo a lenda, um cruel comandante romano segurou no braço de dois
guerreiros trácios e ordenou-lhes que se tornassem gladiadores.
Os mais corajosos, destros, bonitos e amigos de longa data Sevt e
Terres tinham de lutar um contra o outro.
O vencedor ficaria livre e casaria com a filha do comandante. Havia
muita gente que gostava de assistir a uma luta militar. Mas, ao contrário
do que era esperado, os guerreiros não chegaram a lutar. Sevt e Terres
puseram as espadas no chão e ao caírem encostaram as cabeças, uma
contra a outra.
O público começou a fazer muito barulho, as trombetas tocaram e os
guerreiros foram mortos. Assim que os corpos caíram no chão, começaram
a brotar gladíolos. Agora estas flores são consideradas como símbolos
da amizade, fidelidade, memória e nobreza.
A terra mãe da Dália são as montanhas do México, Peru e Chile.
Outrora os Aztecas cultivavam dálias para comer, chamavam-lhe de "ackockoksoth"
que significa "cano de água" e algumas vezes de "kockoksoth" que significa
"a flor de caule longo".
Existem duas versões sobre como estas flores chegaram à Europa. Uma
delas diz que há mais de 400 anos, dois corajosos caminhantes trouxeram
esta flor do México. Segundo a outra versão, foi o Dr. Hernandes
que trouxe as dálias para a Europa.
De acordo com a lenda mais antiga, a dália surgiu no sítio onde o último fogo foi aceso antes da Era Glaciar. O nascimento da dália deu esperança, que seria o ressurgimento da vida e da felicidade.
Esta flor é cor de laranja e encontra-se sempre em água. O trólio floresce enquanto os campos estão inundados e ao mesmo tempo são banhados pela força desta flor; se os charcos secarem ela desaparecerá. Na Sibéria e na Ásia esta flor tem o nome de "zharok". As pessoas acreditam que estas flores conseguem afastar os maus espíritos. Na mitologia Eslava o trólio é a divindade da agricultura e a flor protectora do trabalho da mulher.
O médico francês Odo deu-nos a conhecer a genealogia da íris. Esta
flor nasceu na região da Ilíria.Também é conhecida por lírio-espada
pelos alemães por causa das suas folhas. Mas os russos deram um nome
delicado à flor, chamavam-na de "querida".
Os gregos referiam-se à "íris" quando viam um arco-íris, porque encontravam
nele a mesma cor da flor. As íris também têm folhas muito bonitas,
que se mantêm verdes até ao final do Outono. Também são famosas
pelo aroma das suas raízes, cujo extracto é usado para fazer perfumes,
vinho e doces. As suas raízes também são fortes e servem de presilhas
nas ravinas, declives e encostas. Mas o que mais realça nesta flor
é a sua beleza.
Em relação à lenda, as íris surgiram das lágrimas da mulher de um marinheiro, que chorou muito enquanto esperava pelo marido.
Existe ainda outra lenda sobre a íris. Outrora, na fronteira da floresta, floresceu uma flor mágica. Os animais da floresta e também os pássaros começaram uma disputa, para saber de quem era a flor. A disputa durou 4 dias e depois resolveu-se por si mesmo. As sementes amadureceram e o vento levou-as para lugares diferentes.
A família da Íris tem cerca de 1800 plantas, as quais pertencem a diferentes géneros.
A 5 de Maio no Japão todos os rapazes celebram o seu dia. É
feito um talismã mágico de íris e de uma árvore de laranja silvestre.
Este talismã irá proteger o rapaz de doenças e de desgraças.
Se estiver no campo e colocar uma campaínha na orelha, conseguirá
ouvir a sua música. De acordo com a lenda, estas flores apareceram
com o tinir dos coches que passavam nos carreiros.
Alguns botânicos dividem as campaínhas em 300 espécies. A mais
conhecida é a campânula, uma flor em forma de sino e folhas redondas.
Existem pessoas que chamam outros nomes a esta flor, tais como: "tagarela",
"sino", " Flor de Adão", "chaleira", "pomba", "pandeireta", " chave"
e até "sabão silvestre".
De Junho a Setembro há muitas campaínhas a florescerem nos
campos da Federação Russa. Contudo, encontram-se na fronteira onde
há destruição e por isso necessitam de protecção. Por este
motivo não colha campaínhas silvestres!
Já alguma vez ouviu falar da flor com espírito bom? Consta-se que se tocar nela, o seu desgosto e dor desaparecerão naquele instante. Fica-se deliciado ao contemplar a sua beleza. Os Lírios não necessitam de muito para poderem florescer no Verão. Talvez a lenda adicione as qualidades mágicas pela sua combinação natural de modéstia e beleza. O nome que os russos dão ao lírio é "krasodnev". Foi-lhe dado este nome, devido à forma afunilada que abre de manhã cedo e que dura apenas um dia. Por este motivo o nome em inglês é "lírio do dia". Se o dia estiver nublado e ao mesmo tempo não estiver muito quente, as flores poderão durar alguns dias. Quando uma flor seca e morre, outra nasce no seu lugar.
Há muito que a flor de nenúfar está associada às sereias,
por isso também foi chamada de flor da sereia.
Os índios norte-americanos afirmaram que os nenúfares apareceram das
faíscas provocadas pela luta entre a Estrela Polar e Héspero, que
disputavam o foguetão que havia sido disparado da Terra. De acordo
com a lenda, cada nenúfar tem o seu próprio amigo, um duende que nasceu
com ela e que também irá morrer quando o nenúfar morrer.
Um dos parentes chegados do nenúfar branco é o nosso nenúfar amarelo.
As folhas do nenúfar não ficam todo o dia na mesma posição, elas seguem
os raios solares. À noite a flor fecha o seu rebento e mergulha na
água quente.
O nenúfar floresce durante 3 meses e faz do lago a sua casa. Os Eslavos
consideram que o nenúfar tem poderes mágicos e que pode proteger uma
pessoa numa viagem.
Teócrates, um dos mais famosos e antigos botânicos, escreveu que um
nenúfar tem a mesma forma que uma papoila, mas é maior e o seu peso
equivale ao peso de uma maçã. Tem 4 folhas grandes e verdes, com sementes
vermelhas que têm o mesmo sabor que as sementes de trigo. As
folhas do nenúfar conseguem flutuar, contêm grandes câmaras
de ar no seu interior, para que a flor se mantenha à superfície.
Existe também um nenúfar Mexicano que é chamado "banana de água".
Não há flor exótica que seja tão famosa como a "Victoria Regia"
(Rainha Vitória); é um nenúfar gigante que se encontra na América
do Sul. Acerca do seu florescimento pode ouvir relatos na rádio, na
televisão e nos jornais. Pessoas de todas as idades correm para as
estufas para verem este milagre acontecer.
Podem-se ver muitas flores grandes, cada nenúfar tem cerca de 2 metros.
As plantas estão à deriva numa piscina enorme, de água quente. As
flores da Rainha Vitória são verde claro e violeta na parte
debaixo, por isso parece que as flores têm brilho, cada uma
com um número infinito de pétalas coloridas. Quando em 1849 a flor
da Rainha Vitória floresceu pela primeira vez, causou grande
sensação.
O primeiro homem que descobriu a Victoria Regia foi um botânico alemão
chamado Edward Fredrick Poypping. Este viajou pela América do Sul
e atravessou o continente, da parte ocidental até à parte oriental,
chegando a estar muito perto do equador. Poypping partiu do lado do
Oceano Pacífico e chegou ao Chile através dos Andes, depois
atravessou o Peru e o Brasil, desceu o rio Amazonas e chegou até ao
Oceano Atlântico.
Em Janeiro de 1832 Poypping encontrou a planta perto do rio Amazonas,
a cair para o rio Teffe. Depois publicou numa revista um artigo onde
descrevia a flor, de nome "Victoria Regia", mas o artigo não causou
sensação. Em 1836 o botânico alemão Robert German Shomburgk reconheceu
a planta na Guiana, para a Sociedade Real Geográfica de Londres. Ele
incluiu a planta na família dos nenúfares brancos e deu-lhe o nome
"Nymphaea Victoria" em honra da bonita jovem de 18 anos que havia
subido ao trono do Reino Unido. Devido a este facto, o botânico chamou
a atenção de algumas pessoas influentes da época.
Shomburgk colheu algumas partes da flor e também as suas sementes,
fez alguns desenhos e rabiscos e enviou o material para Inglaterra.
Em 1837 o professor Lindley estava determinado em apoiar Shomburgk
na teoria de uma nova família de nenúfares, ou seja na família dos
nenúfares brancos e também no nome de "Victoria" para estes nenúfares.
Shomburgk recebeu o título de Sir pelos serviços prestados e passou
a ser chamado de Sir Shomburgk. As notícias acerca do florescimento
de "Victoria" tiveram impacto nos cientistas, jornalistas e artistas.
No momento em que a flor abriu, a estufa estava cheia de gente; ficaram
maravilhados com este acontecimento, com a beleza de "Victoria".
A "Victoria Regia" amazónica tem folhas muito fortes, que conseguem
aguentar o peso de uma pessoa e são ao mesmo tempo muito bonitas.
Um arquitecto inglês, D. Pakston, usou um modelo da folha para o Palácio
de Cristal em Londres.
Na pátria do nenúfar "Victoria" a flor tem mais de 12 folhas. O florescimento
desta flor dura duas ou três noites. Durante toda a noite a
flor exala o seu aroma e transmite calor; a temperatura do nenúfar
"Victoria" é 11º C mais elevada do que o ambiente que a rodeia. De
manhã as flores fecham até chegar a noite.
A papoila é uma das plantas mais antigas. A mais bonita da família das papoilas é a papoila do Oriente, mas a mais comum é a papoila omnificente. De acordo com a lenda, quando as primeiras pessoas apareceram na Terra, a natureza encarregou-se do resto.
O que significa que a natureza deu-lhes a Noite. Esta ocultava a beleza
e também as presas das pessoas, para que estas não pudessem fazer
nada à noite. Contudo, as pessoas ficavam acordadas e a Noite sentiu-se
incapaz de cumprir a tarefa que a natureza lhe incumbiu, então o Orvalho
surgiu a partir das lágrimas da Noite. A natureza teve pena da Noite
e enviou-lhe um marido - O Sono - que tornaria a tarefa da Noite muito
mais fácil.
Mas, ainda assim, nem todas as pessoas começaram a dormir. Então a Noite deu ao Sono os seus filhos - os Sonhos - que poderiam ajudar tanto a Noite como o Sono. Mas nenhum deles conseguiu fazer com que um homem preocupado dormisse.
Este homem fez com que o Sono se enfurecesse. Então o Sono
apontou a sua varinha de condão para a Terra e voou. Os Sonhos embrulharam
a sua varinha de condão na Noite, criando raízes de cor verde e abriu
com flores muito bonitas.
Na Grécia Antiga esta flor era dedicada a Hipnos, o Deus do Sono e
a Morfeu, o Deus dos Sonhos. As estátuas de Demétrio eram decoradas
com papoilas.
Os Romanos dedicavam esta flor à Deusa Ceres. Segundo a lenda, Ceres
vagueava pela Terra e não conseguia encontrar o que procurava. Então
os outros Deuses decidiram cultivar papoilas. Certa vez a Deusa colheu
as papoilas e caiu num sono profundo, quando acordou reparou que havia
ainda muitas para colher. Desde então que o florescimento das papoilas
está relacionado com a época das colheitas.
Os Ucranianos consideram a flor como sendo o símbolo do Amor e da
Beleza. Os Alemães como sendo símbolo de Fertilidade. Os Siberianos
espalham papoilas nas pernas dos recém-casados, para que tenham uma
família feliz e muitos filhos. Mas, na China as papoilas estão relacionadas
com crenças más.
Não existem apenas papoilas vermelhas e brancas, nos Himalaias há
muitas papoilas azuis.
As margaridas são as flores que abrem mal nasce o dia, por isso foi-lhes
dado o nome "olhos do dia". Na tradução do grego margarida significa
"pérola". As margaridas brancas ou cor-de-rosa decoram os nossos canteiros
e existe uma lenda relacionada com o seu aparecimento; uma menina
pequenina sussurrou um pedido ao céu da noite:
"Oh estrelas! Por favor, queria que se transformassem em flores, para
que eu pudesse brincar com vocês."
As estrelas reflectiram num orvalho matinal e quando a menina acordou,
viu muitas margaridas prateadas no seu jardim. Então o Sol perguntou
de manhã à margarida:"Estás feliz? Tens algum desejo?"
" Obrigado - respondeu a margarida - estou feliz. Mas deixa-me
florescer todas as estações, para poder alegrar as crianças."
Depois o Sol tocou na margarida com os seus raios solares e deixou
no meio da flor um círculo amarelo.
Outra lenda diz que havia uma bonita donzela, que era perseguida por
um homem velho há já algum tempo. Então, ela pediu protecção à natureza
e esta transformou-a numa margarida. De acordo com uma lenda russa,
as margaridas surgiram do colar de Lublava que se desfez, quando a
donzela corria para os braços do seu amado Sadko.
Na Idade Média um cavaleiro, que se iria casar, gravou no seu escudo
a imagem de uma margarida.
Ludovico IX, em honra da sua mulher margarida, ordenou que a flor
fosse gravada na bandeira real e também no seu anel.
Muitas pessoas vêem a margarida como sendo o símbolo de bondade e
de afecto. Em Inglaterra é adorada por muitos e glorificada em muitas
canções.
Uma antiga lenda grega refere que o jovem Deus Pã, que era o Deus
das florestas e dos campos, conheceu uma bonita ninfa de nome Syringa.
Ele admirou a sua graça e beleza e decidiu falar com ela, contudo
a ninfa assustou-se e fugiu. Ele tentou apanhá-la, mas de repente,
ela transformou-se num arbusto aromático lilás. Pã desatou a chorar
ao lado do arbusto. A partir daí, vagueava nas florestas e tentava
fazer o bem a todas as pessoas. O nome "Syringa" tornou-se na palavra
latina "lilás".
Uma outra lenda diz que as flores do lilás chegaram até nós quando
a Primavera retirou a neve dos campos e o arco-íris surgiu por cima
da Terra. De seguida a Primavera colheu alguns raios solares e misturou-os
com os raios do arco-íris lançando-os sobre a Terra. Quando a Primavera
chegou ao Norte, tinha apenas as cores branca e violeta. Encontrava-se
em terras Escandinavas e então lançou a cor lilás aos arbustos
mais pequenos, que imediatamente se cobriram de pequenas flores lilases.
Depois fez o mesmo com a cor branca e os arbustos cobriram-se de pequenas
flores desta cor.
Lilás vem da palavra grega "syrinx" que significa "tubo", pois os
pastores da floresta dos lilases faziam tubos. Mas Na Rússia é chamado
também de "sinel" que vem da palavra "azul", uma vez que a sua cor
resplandecente define uma tonalidade das plantas.
Quando as tulipas florescem a Terra fica muito feliz; esta lenda
chega-nos de tempos muito remotos. A felicidade existia no botão amarelo
da tulipa, mas estava escondida de toda a gente porque não havia poder
algum na Terra que o conseguisse abrir. Outrora, uma mulher que por
ali passava levava o seu filho ao colo. O menino saltou do colo da
mãe, foi a correr para a flor e esta abriu-se! O riso da criança fez
o que poder algum conseguiu fazer, abrir a flor. Desde então que se
apresenta esta flor apenas às pessoas que são verdadeiramente felizes.
Há muitos poemas, desenhos e lendas acerca da tulipa na Holanda, mas
a mais interessante é uma história muito original.
Naquele tempo, as tulipas cresciam apenas na Holanda e eram muito
caras. Em alguns casos o preço equivalia ao de comprar uma casa ou
até uma propriedade. Em 1634-37, por um bolbo de "Admiral Enkhusien"
pagava-se 6000 guilders (moeda antiga da Holanda) e 13000 guilders
por um bolbo de "Semper Augustus".
É difícil de acreditar nisto agora, mas naquele tempo havia
uma paixão tremenda por tulipas. Os negros de Harlem queriam ter a
sua própria tulipa preta e então pediram ajuda aos melhores botânicos
do mundo. O vencedor ganharia 100.000 guilders em ouro. Foi uma tarefa
difícil, mas após muitas tentativas conseguiu-se criar a tulipa negra.
No dia 15 de Maio de 1637, dedicada ao nascimento da tulipa negra,
iniciou-se uma procissão carnavalesca com pormenores muito particulares.
Muitos homens vestidos de negro traziam tulipas vermelhas, amarelas
e laranja nas mãos, outros levavam numa espécie de andor, um vaso
com a tulipa negra que todos seguiam de forma muito solene.
De acordo com a lenda alemã, arbustos de uva-do-monte cobriam a Terra
nos sítios onde gnomos e duendes guardavam os seus tesouros, das pessoas
que por ali passavam. Outrora, estas pequenas criaturas de barba cinzenta
estavam à procura de um lugar onde podiam abrigar-se juntamente com
o seu tesouro, mas as pessoas acabavam por encontrá-los.
Gnomos e duendes temiam pelos seus tesouros e então viajavam por toda
a Terra a chorarem e a lamentarem-se, até que um arbusto de uva-do-monte
teve pena deles. Ele ofereceu-lhes protecção e também prometeu-lhes
que ninguém os iria encontrar. E assim foi, os gnomos todos contentes
mudaram-se de armas e bagagens para o seu novo esconderijo. Levaram
prata, ouro, pedras preciosas e o que não conseguiam carregar, as
toupeiras, os lagartos e também os ratos ajudaram a levar. Enquanto
os duendes iam a pé, os gnomos eram levados por sapos.
A arrumação durou 2 dias; depois de tudo estar pronto, esconderam-se
todos no bosque nas suas tocas e outros esconderijos. Hoje em dia,
acredita-se que os gnomos e duendes ainda estão lá a morar.
Um cardo é espinhoso e temeroso, por isso os nossos antepassados religiosos afugentavam os demónios com esta flor. Pensavam que uma vez que a flor era trazida para o lar, bania os maus espíritos que por lá andavam. Acreditavam que o cardo protegia as suas casas e também os seus animais dos maus olhados e também das doenças. Nem uma bruxa conseguia entrar numa casa onde estivesse pendurado um cardo!






